domingo, 25 de julho de 2010

Construindo a Moral e a Ética

A ética é uma questão cheia de porquês, tais como: sociedade, responsabilidade, direito e tantos outros aspectos que envolvem os seres humanos... A humanidade é passional, do amor ao ódio, do certo ao errado; freqüentemente o ser humano é movido pelo “eu”, por si próprio, suas emoções, suas razões e principalmente interesses. Analisando a passionalidade da natureza humana, já era de se imaginar que os resultados não seriam os melhores, é o que se vê tanto nos tempos passados, quanto nos atuais, uma humanidade desorientada, com índole confusa e moral no máximo mediana.
Os seres humanos nascem com tal natureza e partindo desse principio é que percebemos que em todos os lugares nos deparamos com tal fato, uma humanidade sem direção e desnorteada. Muitas vezes esses fatos estão ocultos, talvez em um aparente viver normal que na realidade é um viver que se resume em uma canoa no imenso oceano, sob tempestades, assim como o ser humano em seus conflitos e contradições.
É comum que o ser humano afirme fatos relacionados à moralidade e ética, mas não convém ao bem estar geral que qualquer um afirme, digo, qualquer pessoa pode propor uma tese e dela fazer uma causa, ate mesmo um ladrão. Mesmo que o tema do indivíduo seja nobre, social, existe a necessidade de um cuidado. Não se pode, entretanto, crer na integridade de qualquer um, pois existe uma necessidade e partindo desse ponto de vista, somente quem educa tal necessidade é qualificado para afirmar uma causa. A frase não é “faça o que eu digo, mas não faça o que faço”, mas sim “faça o que digo, pois assim faço”, esse é um principio ético. Para um viver verdadeiramente saudável, existe uma necessidade, é precioso um controle e um limite, a educação do temperamento, caráter e vontade do individuo.
A ética portanto é a educação da vontade, usar a razão de uma maneira justa para uma vida saudável aonde seja perceptível que os nossos direitos terminem aonde começam os direitos dos outros. O ser humano não deveria fazer tudo proveniente do conhecimento do certo e errado, antes deveria fazer as coisas provenientes da obediência, pois o conhecimento do bem e do mal nos traz uma verdadeira reviravolta, visto que o bem de um muitas vezes não é o bem do outro e sim o mal. Aqui volta a questão “os nossos direitos terminam aonde começam os direitos dos outros”. Muitas vezes nos achamos o máximo, assim passamos por cima de qualquer um, sem ver a realidade.


O Estado de São Paulo tem 40 milhões de habitantes, o Brasil mais de 185 milhões e no mundo mais de 6 bilhões de pessoas:

“Suponha agora que o mundo seja recrutado para escavar o sol, supondo que ninguém se queimará, mesmo se todas as pessoas escavassem o buraco, elas não conseguiriam encher o sol, visto que até mesmo todo planeta Terra e a Lua são pequenos diante do gigante, assim não conseguiram o preencher, continuaria vazio por dentro”

Não querendo desqualificar a raça humana, mas quem somos nós dentro de um universo com centenas de milhares de sistemas solares? A realidade é que não somos o máximo, então é mínimo que admitamos quem realmente somos e que primeiramente através da ética pratiquemos o exercício de educação da nossa vontade para bem geral, causando assim o nosso bem.
Existem muitos pensadores em diferentes épocas que abordaram a ética, os pré-socráticos, Aristóteles, os Estóicos ou seguidores de Confúcio, mas existe um que é referencia, ninguém em toda história pode contestá-Lo no o quesito ético ou moral. Jesus Cristo não foi somente aquele que pregava o amor ágape e um padrão elevado, mas também praticava, sendo assim modelo, negando a si mesmo, educando sua humanidade, sem dúvidas o maior exemplo de todos os tempos. É sobre Ele, o filho do Deus vivo, aquele que veio como carne, que irei falar no tempo que escrever nesse domínio.

Isso é padrão ético. Isso é ética


Por: Celso Junior

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