"Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança [...] Obtendo o fim da vossa fé: a salvação da vossa alma " (1 Pe 1:3a, 9)
Ler com oração: Mt 13:1-8; Jo 1:13; 3:6; Gl 4:19; 1 Pe 1:23; 1 Jo 3:2
A Primeira Epístola de Pedro ocupa um lugar de grande importância na Bíblia, pois nos fala do plano eterno de Deus, que é dispensar-Se para dentro do homem tripartido. Essa epístola apresenta a salvação completa de Deus para nós.
O estágio inicial da salvação começa com a regeneração de nosso espírito (1 Pe 1:3). Pela fé fomos justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus. Por meio dessa maravilhosa redenção foi-nos aberto um caminho para receber a vida de Deus.
De nossos pais herdamos a vida humana, contudo, quando cremos no Senhor, fomos regenerados, nascemos de novo, isto é, nascemos de Deus e nos tornamos Seus filhos (Jo 1:13; 3:6; Sl 82:6).
Na regeneração, a vida divina que ganhamos obedece ao mesmo princípio do nascimento e crescimento da vida humana. Depois de o óvulo ser fecundado, um embrião se desenvolve, tomando forma humana, e, então, num certo momento, nasce um bebê. Após o nascimento, num processo natural, o bebê cresce até tornar-se uma criança, depois um adolescente, um jovem e, finalmente, um adulto.
Semelhantemente, a nova vida que ganhamos na regeneração, a qual é o próprio Cristo, no início entra em nós como uma semente (1 Pe 1:23), como um embrião, mas em seguida precisa desenvolver-se até a maturidade, isto é, até que Cristo seja formado em nós (Gl 4:19; Cl 3:4). Assim como um recém-nascido precisa de alimento e cuidado até se tornar um adulto, precisamos alimentar a vida divina que está em nós até atingirmos a estatura de Cristo, até sermos iguais a Deus em vida e natureza, contudo sem a Deidade (Ef 4:13; 1 Jo 3:2).
O problema, porém, é que, apesar de termos a vida divina em nosso espírito, a vida da alma, que também faz parte de nosso viver, muitas vezes nos impede de obter o crescimento da vida divina.
Podemos comparar essa situação com a parábola do semeador, na qual Jesus falou sobre o semeador que lançou a semente em vários tipos de solo (Mt 13:1-8). No primeiro, a semente caiu à beira do caminho, mas não conseguiu penetrar na terra, uma vez que ela estava dura; vindo, porém, as aves, que representam o maligno, arrebataram o que fora semeado. Nós, que já fomos regenerados, precisamos permitir que a Palavra de Deus penetre no mais profundo de nosso ser para crescermos espiritualmente.
Jesus também falou sobre o solo rochoso, onde a terra era pouca. Nesse caso a semente logo nasceu, porém, visto não ser profunda a terra, saindo o sol, a semente se queimou e, porque não tinha raiz, secou-se. De modo semelhante, às vezes ouvimos a palavra de Deus e a recebemos com alegria, mas, pelo fato de não removermos as pedras interiores diariamente, essa palavra terá pouca duração, e, chegando a angústia ou o sofrimento, desfaleceremos.
O terceiro tipo de solo citado por Jesus era cheio de espinhos e sufocou a semente que nele foi lançada. A vida de Deus, que recebemos ao crer, está dentro de nós e quer crescer, mas os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, tornando-a infrutífera. Nesse caso é preciso arrancar os espinhos e queimá-los, isto é, renunciar as preocupações e a cobiça por coisas materiais, pois essas coisas impedem que a vida de Deus cresça e frutifique em nós.
Quão terrível é a vida da alma! Todos os impedimentos para que vida divina cresça em nós procedem dela. Podemos dizer que a grande maioria dos cristãos aprecia e valoriza a sua vida da alma, pela qual vive regularmente. Por isso dificilmente vemos nessas pessoas o crescimento da vida de Deus. Contudo, se negamos a vida da alma, voltando-nos ao Espírito, experimentamos crescimento, vida e paz.
Palavra-chave: Crescer em vida.
Pergunta: Que é preciso fazer com cada tipo de solo citado para que ele se torne uma boa terra?
Ler com oração: Mt 13:1-8; Jo 1:13; 3:6; Gl 4:19; 1 Pe 1:23; 1 Jo 3:2
A Primeira Epístola de Pedro ocupa um lugar de grande importância na Bíblia, pois nos fala do plano eterno de Deus, que é dispensar-Se para dentro do homem tripartido. Essa epístola apresenta a salvação completa de Deus para nós.
O estágio inicial da salvação começa com a regeneração de nosso espírito (1 Pe 1:3). Pela fé fomos justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus. Por meio dessa maravilhosa redenção foi-nos aberto um caminho para receber a vida de Deus.
De nossos pais herdamos a vida humana, contudo, quando cremos no Senhor, fomos regenerados, nascemos de novo, isto é, nascemos de Deus e nos tornamos Seus filhos (Jo 1:13; 3:6; Sl 82:6).
Na regeneração, a vida divina que ganhamos obedece ao mesmo princípio do nascimento e crescimento da vida humana. Depois de o óvulo ser fecundado, um embrião se desenvolve, tomando forma humana, e, então, num certo momento, nasce um bebê. Após o nascimento, num processo natural, o bebê cresce até tornar-se uma criança, depois um adolescente, um jovem e, finalmente, um adulto.
Semelhantemente, a nova vida que ganhamos na regeneração, a qual é o próprio Cristo, no início entra em nós como uma semente (1 Pe 1:23), como um embrião, mas em seguida precisa desenvolver-se até a maturidade, isto é, até que Cristo seja formado em nós (Gl 4:19; Cl 3:4). Assim como um recém-nascido precisa de alimento e cuidado até se tornar um adulto, precisamos alimentar a vida divina que está em nós até atingirmos a estatura de Cristo, até sermos iguais a Deus em vida e natureza, contudo sem a Deidade (Ef 4:13; 1 Jo 3:2).
O problema, porém, é que, apesar de termos a vida divina em nosso espírito, a vida da alma, que também faz parte de nosso viver, muitas vezes nos impede de obter o crescimento da vida divina.
Podemos comparar essa situação com a parábola do semeador, na qual Jesus falou sobre o semeador que lançou a semente em vários tipos de solo (Mt 13:1-8). No primeiro, a semente caiu à beira do caminho, mas não conseguiu penetrar na terra, uma vez que ela estava dura; vindo, porém, as aves, que representam o maligno, arrebataram o que fora semeado. Nós, que já fomos regenerados, precisamos permitir que a Palavra de Deus penetre no mais profundo de nosso ser para crescermos espiritualmente.
Jesus também falou sobre o solo rochoso, onde a terra era pouca. Nesse caso a semente logo nasceu, porém, visto não ser profunda a terra, saindo o sol, a semente se queimou e, porque não tinha raiz, secou-se. De modo semelhante, às vezes ouvimos a palavra de Deus e a recebemos com alegria, mas, pelo fato de não removermos as pedras interiores diariamente, essa palavra terá pouca duração, e, chegando a angústia ou o sofrimento, desfaleceremos.
O terceiro tipo de solo citado por Jesus era cheio de espinhos e sufocou a semente que nele foi lançada. A vida de Deus, que recebemos ao crer, está dentro de nós e quer crescer, mas os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, tornando-a infrutífera. Nesse caso é preciso arrancar os espinhos e queimá-los, isto é, renunciar as preocupações e a cobiça por coisas materiais, pois essas coisas impedem que a vida de Deus cresça e frutifique em nós.
Quão terrível é a vida da alma! Todos os impedimentos para que vida divina cresça em nós procedem dela. Podemos dizer que a grande maioria dos cristãos aprecia e valoriza a sua vida da alma, pela qual vive regularmente. Por isso dificilmente vemos nessas pessoas o crescimento da vida de Deus. Contudo, se negamos a vida da alma, voltando-nos ao Espírito, experimentamos crescimento, vida e paz.
Palavra-chave: Crescer em vida.
Pergunta: Que é preciso fazer com cada tipo de solo citado para que ele se torne uma boa terra?
(Série Alimento Diario - Dong Yu Lan)
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